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Copa da Rússia 2018: saiba quanto custa, o que fazer no país e outras dicas de viagem Publicado em 30/10/2017

Copa da Rússia 2018: saiba quanto custa, o que fazer no país e outras dicas de viagem

Destino exige planejamento; veja os atrativos das cidades-sede, como se deslocar entre elas, que moeda levar e a documentação exigida.


Por Flávia Mantovani, G1

 

29/10/2017 07h46    Atualizado 29/10/2017 07h46

Desde a classificação da Seleção para a Copa do Mundo de 2018, muitos brasileiros começaram a buscar informações sobre viagens para a Rússia.

“A demanda cresceu muito. Recebemos centenas de ligações”, afirma Sérgio Delduque, agente de viagens da Tchayka, operadora de São Paulo especialista no destino Rússia há mais de 20 anos.

Outra operadora especializada no destino, a Slavian, do Rio de Janeiro, também relata um grande aumento na procura, apesar de ainda não ter sido realizado o sorteio das chaves, que irá determinar os adversários e em que cidades o Brasil irá jogar.

Segundo Sérgio Palamarczuk, da Slavian, após o sorteio, em 1º de dezembro, será possível programar pacotes mais específicos, com as datas e cidades exatas para quem quiser acompanhar a seleção.

Ainda assim, já é bom começar a pesquisar, principalmente por ser um país onde é recomendável planejamento. “A Rússia não permite muito improviso. Minha dica ao ir para lá é: planeje seus passos”, diz o jornalista brasileiro Fabrício Vitorino, doutorando em cultura russa pela USP e autor do blog Falando Russo.

Vitorino, que já morou na Rússia e pretende ir para lá durante o Mundial de 2018, lembra que a dificuldade com o idioma pode ser um entrave. “A infraestrutura melhorou muito nos últimos anos, ao menos nas cidades maiores. Mas poucas pessoas falam inglês, por exemplo”, diz.

Casada com um russo e morando no país há quatro anos, a brasileira Lorena Santana, de 26 anos, concorda. “Tem que se planejar muito bem. É muito diferente de viajar para o resto da Europa, tem um choque cultural, uma dificuldade de comunicação. O ideal é ter um guia ou pesquisar bastante antes”, diz ela, que mantém o blog Vida Russa.

A parte boa é que, segundo Vitorino, ser brasileiro é uma vantagem por lá.

 

“Eles têm fascínio pelo Brasil, pelas novelas, pelo futebol. Quando você diz que é brasileiro, é sucesso”, afirma.

 

Veja a seguir resposta a algumas dúvidas sobre a viagem para a Rússia:

 

Brasileiro precisa de visto?

 

Desde 2010, brasileiros não precisam mais de visto para ir para a Rússia, a não ser que a permanência no país seja de mais de 90 dias. É preciso apenas ter o passaporte com validade mínima de 6 meses, a contar da data de saída da Rússia. O visto é obrigatório para a maioria dos cidadãos europeus, por exemplo, mas, durante a Copa do Mundo, essa exigência deve ser derrubada: o presidente Vladimir Putin assinou uma lei em 2016 que isenta da necessidade do documento todos os turistas com ingressos para os jogos.

Só é preciso ficar atento a algumas exigências burocráticas. Ao entrar no país, por exemplo, as companhias aéreas entregam aos passageiros um Cartão Migratório, que deve ser preenchido e guardado por toda a viagem e apresentado na saída do território russo.

Além disso, se o turista permanecer mais de sete dias em uma mesma cidade russa, deve fazer um Registro Migratório, que é providenciado pelo hotel ou pelo anfitrião que recebe o estrangeiro. Para cada cidade em que a estadia for maior que 7 dias, é preciso se registrar novamente.

Mais informações sobre documentação neste link do Itamaraty.

 

É obrigatório apresentar seguro saúde ou o certificado de alguma vacina?

 

Não é obrigatório – apesar de ser altamente recomendável – apresentar seguro saúde de viagem na entrada do país. Também não é necessário tomar vacinas específicas, mas a Embaixada Brasileira em Moscou recomenda que viajantes oriundos de áreas epidêmicas (como algumas regiões no Brasil com epidemia de febre-amarela) tomem a vacina 10 dias antes da viagem e emitam, ainda no Brasil, o cartão internacional de vacinação.

 

Quanto tempo é bom ficar?

 

O mínimo recomendado é uma semana – mas, por ser um país distante do Brasil e com um grande território, quem puder ficar ao menos 10 dias terá mais tranquilidade para se deslocar entre as cidades, ver os jogos e passear.

 

O país é seguro?

 

A Rússia é considerada um país seguro, com poucos problemas de violência urbana, assaltos à mão armada e outros roubos do tipo. Turistas só devem ficar atentos aos batedores de carteira, que agem principalmente em lugares de grande circulação de pessoas.

Incidentes como o atentado ao metrô de São Petersburgo no início de abril deste ano, pode ter aumentado o medo de ataques terroristas. Sobre o tema, a Embaixada Brasileira diz que “o risco de atos de terrorismo existe, na Rússia e em outros países europeus”, mas “as autoridades russas até o momento não emitiram nenhum alerta em relação a áreas de risco”.

 

“Ao visitante brasileiro é necessário saber que a Rússia possui território muito grande, e que existem algumas regiões (fora dos centros onde acontecerão os jogos de futebol) com potencial de conflito belicoso, como por exemplo na fronteira com a região de Donbass na Ucrânia e no Sul na região da Chechênia”, completou o Itamaraty.

Fabrício Vitorino lembra de outro aspecto com o qual é preciso ter cuidado: as manifestações de racismo, xenofobia e homofobia. “Na Rússia há problemas sérios com isso, então recomenda-se cautela a negros, asiáticos e gays. Na Copa, os russos devem estar mais abertos, mas, ao sair do circuito turístico, é melhor tomar cuidado”, alerta.

 

Quanto custa uma viagem para a Rússia?

 

Estima-se que o preço do voo de ida e volta na época da Copa não varie muito em relação aos valores atuais, que ficam em torno de US$ 1.500 (cerca de R$ 4.900). Já as tarifas de hotéis e outros serviços devem aumentar consideravelmente durante o megaevento, o que dificulta fazer uma estimativa de gastos neste momento.

Atualmente, a diária de um hotel 4 estrelas na Rússia fica em média R$ 200 por pessoa em quarto duplo. Buscas feitas em sites de hospedagem mostram que é possível gastar entre R$ 75 e R$ 250 por pessoa/dia em quarto duplo de hotel 3 estrelas de Moscou durante o período da Copa. Também há opção de alugar apartamentos ou quartos em sites como o Airbnb.

Operadoras de turismo como a Tchayka e a Slavian ainda não definiram o valor dos pacotes para a Copa porque aguardam a definição das cidades sede dos jogos do Brasil. Mas a Slavian cita como exemplo um pacote de oito dias que cobre o período da Copa, incluindo as cidades de Moscou e São Petersburgo, com traslados, viagem em trem rápido entre as duas cidades, passeios com vistas panorâmicas e hospedagens, vendido por US$ 3.525 (cerca de R$ 11.500). O valor, no entanto, não inclui a passagem aérea.

 

De acordo com Sérgio Palamarczuk, um cliente que pretende assistir ao encerramento da Copa comprou esse pacote e irá adquirir o ingresso para o evento separadamente, já que as agências de viagem em geral não estão autorizadas pela Fifa a vendê-los.

 

Pacotes com ingressos

 

A compra de ingressos para os jogos é pessoal e deve ser feita diretamente através do site da Fifa. Os interessados tinham até 12 de outubro para se inscrever para o primeiro sorteio eletrônico, de ingressos vendidos por estádio ou seleção, ainda sem definição de adversários. Nessa fase já foram solicitados 3.496.204 ingressos.

A segunda fase de inscrições começa em 5 de dezembro, após o sorteio das chaves, quando já serão conhecidos os adversários e os locais de cada jogo da primeira fase do torneio. Existirá ainda uma terceira fase, de vendas de "último minuto", aberta em 18 de abril.

Um ingresso para o jogo de abertura tem valores entre 13.200 e 33 mil rublos (R$ 735 a R$ 1840, aproximadamente) e a final custará o dobro. As opções mais baratas, para as partidas de primeira fase, variam de 6.300 a 12.600 rublos (cerca de R$ 350 a R$ 700). Russos irão pagar menos em todos os jogos.

As agências de viagem em geral não estão autorizadas a negociar ingressos, por isso os pacotes incluem voos, hospedagens, traslados e passeios, mas o próprio viajante deve garantir suas entradas para os jogos. A exceção são os pacotes VIP, comercializados por algumas agências brasileiras credenciadas pela Fifa: Agaxtur, Ambiental, Honour, MMT Gapnet e Stella Barros.

Nessas agências é possível comprar pacotes que incluem desde um único jogo - seja abertura, final ou em alguma fase específica - a roteiros "Copa Total", com 33 dias e sete partidas incluídas. Nesses casos, as bases são nas cidades de Moscou e São Petersburgo, com voos e viagens de trem até outros locais quando necessário.

 

Na Agaxtur, por exemplo, é possível comprar o pacote terrestre de 33 dias, saindo do Brasil em 14 de junho, por preços que vão de 18.201 euros a 28.241 euros, mas acrescentar os ingressos para os sete jogos, nos anéis superiores dos estádios e com comidas e bebidas, inclui uma tarifa de mais US$ 11.100. No total, passar mais de um mês na Rússia e assistir a todas as fases da Copa, sem as passagens aéreas, pode acabar custando mais de R$ 130 mil.

Já assistir a um único jogo avulso do Brasil, ainda na primeira fase, pode sair por R$ 22.500 a R$ 30.000, em um pacote de seis noites, com hospedagem, traslados e passeios, também pela Agaxtur e sem a passagem aérea.

 

Que companhias aéreas levam até lá?

 

Não há voos diretos do Brasil até a Rússia, mas diversas empresas aéreas levam até lá, a maioria com escala em países europeus ou nos Emirados Árabes Unidos. O tempo total de viagem, contando a espera na conexão, costuma variar entre 17 e 35 horas.

 

Como se deslocar entre as cidades-sede?

 

O trem é a principal recomendação de quem conhece bem o país. “Os trens na Rússia têm muita estrutura. Tem para todos os orçamentos, desde os econômicos até os mais confortáveis. São viagens relativamente rápidas e com muitas opções de horários e destinos”, descreve Lorena Santana.

Segundo Lorena, o melhor é comprar as passagens com antecedência pela internet. Existe uma versão em inglês do site oficial do sistema de trens russo.

 
 
 

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